segunda-feira, 20 de abril de 2009

Música Espacial

- Capitão! Capitão!!!
- O que foi? - respondeu Joe Fox
- Acho melhor o senhor ir embora, e rápido... Eles estão te perseguindo! Querem de alguma maneira tirar o senhor do poder.
- Malditos... Eu sabia que intervir naquela decisão iria me custar um alto preço. Soldado! Eu irei deixar esse lugar e seguir um rumo ainda desconhecido. Só lhe peço uma coisa: mantenha nosso time unido. Se um dia eu voltar eu vou querer tê-los ao meu lado. Eu irei seguir ao sul de Ruthan e buscarei reforços para que eu possa retomar o meu lugar e derrubar a hierarquia dos Thryn. Chegou o momento que teremos que mudar o rumo desse lugar.
- Senhor, pode contar conosco! Manterei toda a tropa informada e assim que o senhor chegar basta nos procurar! Deixarei Huby avisado para que tome conta das questões de acobertar sua fuga. Na volta me procure na lanchonete da tia Vandara, no sótão estaremos realizando reuniões.

Joe Fox arruma sua mochila com todos os aparatos possíveis, e é claro, sem deixar pra trás sua inseparável Pk-434. Saindo do seu quarto notou pela janela que já estavam ali o esperando. Não queriam mais incomodo da oposição e teriam coragem de jogar sujo pra tira-lo de cena. Correu o mais rápido que podia em direção a escada de emergência. Havia pouco tempo, mas ele já sabia para onde ir.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mente Menstruada

Roendo as unhas, sussurros de vozes nunca ouvidas antes. Perturbador o silêncio em fá, e a escuridão sonâmbula.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Vento

E como a brisa da manhã a calmaria de minh'alma flutuava ao horizonte. Depois do sol, vem a chuva. E que bom que ela ainda vem.
Não haviam muitas escolhas a serem feitas se não seguir em frente, mesmo vivendo em um imenso vazio, com densas idéas mal esclarecidas.
Podia olhar para o céu, podia sonhar com o impossível, mas me divertia com pouco. Me divertia com desgraça.
Tropas e tropas, infinitamente jogadas pelo mundo, tropas de proteção ou de terrorismo contra a vida, aliadas à cegueira gentilmente cedida por religiões errôneas, mas, politicamente corretas.

Foi Legal. Mesmo que isso tivesse o preço de vidas. A religião como sempre apoiando a morte aos seus infiéis, afinal a verdade é uma massa irretocável, absoluta e plena, lógico que sempre moldada de acordo com seus interesses. Enfim quem somos nós pra questionar? Custa caro a busca pelo conhecimento e o poder sobre o mesmo, tem um valor ainda mais alto. Se você descobre verdades relativas que podem desbancar anos de uma escravidão mental, o preço se torna quase inestimável. Mas quem questiona a religião se o famoso Deus é tão cruel com quem não aceita?

Joe Fox e mais um dia em vão. Mais um dia massante e criminoso. Quem te viu e quem te vê. Quem te viu?

Uma luz, confusão, onde estão meus amigos? O que são esses seres? Espera, quem somos nós? Para onde estavam nos levando?

Sussurros chicoteavam a conciência de Joe Fox. E mesmo assim ele continuou e acabou seu serviço no satélite natural. Cada dia com mais medo de que sua antimatéria provasse o quão medíocre ele poderia ser.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Complexamente Básico

Uma folha de papel em branco, milhares de células e átomos. Uma gota de água, e a matéria prima da vida.
Olhando para Andrômeda e esquecemos do silício de baixo de nossos pés.

E o sangue jorrou. Porque os matar? Não sei. Acho que é a ordem natural das coisas. O mais forte não sempre mata o mais fraco? Justificativas ao vento, quem prescisa das palavavras quando se tem o poder de controlar a morte do próximo?

- Joe, o que você tá olhando aí cara?
- Nada não, só uma sensação estranha....
- Há! Uma sensação estranha do "matador"? Acho que você ta passando mal.
- É não devo estar mesmo.... Tem algum lugar pra comer por aqui?
- Você anda se drogando? Parece que nem é daqui! Vamo ali na Tia Vandara.


Uma casa estranha, cores estranhas.

- Vê três daquele especial Tia! - grita Huby
- Já vai meu filho.... - sussurra Tia Vandara
- E aí Joe, qual é? Você vai querer ir viajar com agente? Vai ser legal cara!
- Não sei.... Vocês vão quando?
- Amanhã eu acho! é uma região dominada por rebeldes vai ser legal, vamos matar vários bastardos! Ah qual é, você já não ta cansado de liderar esse seu timinho aqui na região? Vamos todos nós capitões das equipes especiais! Vai ser um time e tanto!
- Bem, já que você está dizendo.

- Aqui senhores, é por conta da casa.
- Valeu Vandara!

Um hora comendo, uma hora pensando. Uma procura incansável pelo seu verdadeiro "Eu".
Tão longe de casa e perto de nada.
Saindo da lanchonete Huby e Joe se dirigiram imediatamente para o COE, Centro de Operações Especiais. Lá se armaram e equiparam para sua próxima viajem, destino ao seu satélite natural. Que lugar melhor pra pegar os ratos se não em sua toca?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ponto De Vista

Soa engraçado, se a risada é de outro. Soa curioso, se o desconhecido vem de você mesmo.
Vamos tão longe que acabamos por descobrir que a respota está tão perto.
Ignorância é conforto e ganância é necessidade, assim vivemos.
Salas brancas, uma maca, seres cabeçudos e com grandes olhos. Porque assim? porque não?
Salas azuis, uma cadeira de praia, seres finos com olhos comprindos.

Joe Fox se perguntava o que podiam ser tais pensamentos tão insanos.
Era mais um dia e lá estava Joe Fox. Cansado do tédio e já sem mais nada o que fazer em sua casa.
Não havia um motivo, mas haviam causas.
- Que merda de dia.....
Uma frase falada mais vezes do que "eu" nesses ultimos dias.
Uma sensação de desconforto que parecia inimaginável.
Eis que bate a porta Huby.
- Cara, vamo lá, hoje vai rolar um festival. - Diz Huby
- Nem vai rolar cara... Hoje to bem cansado e não é desculpa.
- Mas caaara, hoje eles vão matar cinco!!!!
- Tudo bem, vamo lá...

Algo lhe dizia que aquilo era somente um outro dia. Mas no fundo toda aquela rotina tão natural parecia soar estranha. Mas porque duvidar? Essa é a realidade. Ou não?


-AEEEEEEEE matem esses bastardos!!! Esses cretinos tentaram roubar água! Malditos diz ae Joe!?

Um silêncio incomum. Uma falta de resposta unida a uma falta momentâna de folego.

- Matem-nos!!!! - Gritou Joe Fox, com um impulso extremamente humano, mas um tanto quanto involuntário.

Uma multidão gritava seu nome, as pessoas o idolatravam.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Estigma

Um cheiro de molhado unido à uma presença de muito, mas muito mato. O silêncio era apenas quebrado por respirações rápidas e ofegantes que entregavam a qualquer bom assassino, que oque na verdade pairava pelo ar era o medo. Uma luz emanando pouco a frente, e mal tinham coragem de se entreolhar. Algo ali atrás se mexia e a agonia aumentava a cada segundo passado.

- GrtstGrrrrrrrrrr......

- Cara, o que foi isso...- Sussurrou Joe.
- Tem alguém aí? - Repetiu, com as mãos estremecidas e já descascando os galhos da árvore em que agarrava.

Foi num piscar de olhos, em que Joe se viu sózinho sem nenhum de seus amigos ao lado. Nada parecia explicável e muito menos coerente. Joe estava só.
Isso começou a se tornar insuportável, e a loucura parecia uma idéa um tanto quanto palpável naquele momento. Em sua mente, imagens de círculos, seres deformados, vultos e diversas formas que fogem de qualquer padrão já desenhado se perdiam em sua mente como uma nave viajando rumo ao desconhecido.
Motivado pelo desespero e pela insanidade, tudo isso que passou em sua cabeça, na verdade não durou mais que um segundo, e foi então que Joe criou coragem para se voltar em diração à luz que estava ali lhe chamando de alguma maneira.

Levantou-se lentamente e comoçou a caminhar em direção ao desconhecido. Uma missão rumo ao inimaginável, às dúvidas, aos medos.
Na vida, quem trepida ao enfrentar um novo obstáculo, cai ao chão, e quanto mais demora para se levantar, mais difícil isso se torna. Malditos seres humanos, que se contentam com tudo e conseguem achar uma caixa confortável, sendo que existe um mundo inteiro para se desbravar.
Joe Fox não iria cair, não mais. Passou grande parte da vida se dedicando a instituições cegas e totalmente limitantes.

Nada mais importa, pois se já sabemos tudo, porque vivemos afinal?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paranóia

Ninguem nunca espera nada demais. Porque esperar?

E lá estavam os amigos inseparáveis, dentro do carro. Uma viagem mundana não muito longa, mas com tempo suficiente para uma viagem mental à uma galáxia bem distante.
- Cara, tive aquele sonho de novo. Tô ficando meio encucado, deve ser a décima vez nesse mês! E o pior é que é exatamente o mesmo sonho todas as vezes.
- Quem sabe isso seja um sinal cara! Imagina só, eles devem estar nos vigiando 24 horas por dia!
- Ou quem sabe planejando algo como jogar um vírus no mundo que faz todas as pessoas virarem zumbis! Imagina nós num mundo cheio de zumbis. Eu acho que devíamos fazer um plano pra caso isso ocorrer, nós estarmos preparados.
- Verdadade! Vamos nos unir um dia em casa e esboçar algo como um plano de sobrevivência em um apocalipse.
- Bom, por mim demorou. Esses meus sonhos me perturbam o suficiente pra que eu realmente queira fazer um plano.
E daí para frente, o assunto foi mais longe. Mas isso não era algo incomum entre eles, pois toda vez que se viam conversavam a respeito de todas essas coisas, e discutiam inumeras formas de um fim do mundo ocorrer, mesmo que envolvessem coelhos e bombas.

Chegando à montanha foram logo arremessando suas malas e preparando as cabanas.
- E aí, o que vamos comer hoje?
- Ah eu sei lá cara! Vamos comer essas merdas enlatadas mesmo!
- Merdas enlatadas? São minhas favoritas....

Os três se aconchegaram no alto de um rocha, mas em uma fenda para que não sofressem com tanto frio. O dia passou, e eles conheceram grande parte da região, que por ventura estava muito vazia naquele dia, e não demorou para a noite cair e ficarem sózinhos por lá.
- Que bosta de fogueira, não acende por nada!
- Esse vendo tá ferrando com tudo.
- Epa! Agora acho que foi!
- Aeeeee! Já vai ajudar nesse frio.
E então após comerem suas comidas enlatadas pela segunda vez ao dia decidiram ir para uma rocha ali perto observar o céu.
Não há nada melhor do que olhar o céu e voar longe em sua imensidão.
E deitados no chão observavam cada detalhe do céu e conversavam sem parar, quando algo lhes tirou sua atenção: Um clarão repentino seguido de uma enorme explosão acabava de acontecer há cerca de um kilometro deles.
- Cara! O que foi isso?!
- Vocês viram e ouviram isso também?
- Que merda é essa....
Toda a emoção se tornou em medo. Um silêncio tomou conta do local, e cada estalo parecia um estrondo fantasmagórico.
Os três correram para perto da cabana, e subiram em uma pedra para ver se enchergavam algo, e foi quando viram uma fumaça e uma luz de fogo saindo de uma floresta próxima dali.
- Cara vamos ver o que aconteceu lá! Mas vamos bem em silêncio porque nós não sabemos o que pode ser.

Todo aquele papo que eles vinham conversando, unido ao contexto tornou as coisas um tanto quanto apavorantes e na cabeça deles, milhares de idéas passavam à mil.

- Pega a lanterna cara! Mas não vamos acendê-la se não em emergência.
- Beleza! Vo levar o canivete também.
- Caramba....

Passos lentos e cada barulho de suas pisadas os deixavam mais apreensivos já que tudo aquilo vinha soando um tanto quanto estranho. Eles andaram por cerca de 10 minutos, e então foram se aproximando do foco de luz. Mas algo estava estranho ali. Tudo parecia olhar fixamente para eles.

- Caralho! O que foi aquilo passando ali atrás?
- O que?!
- PORRA!